UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
INSTITUTO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS


Edital 2026
O Encontro Brasileiro de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais (EBERI) tem o objetivo de estimular e contribuir para o fortalecimento dos estudos, pesquisas e debates sobre temas relacionados aos Estudos Estratégicos, a Segurança e a Defesa Nacional.
Tendo como tema central “O Brasil face aos desafios contemporâneos no Sistema Internacional”, o Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (INEST/UFF) convida professores, pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação da UFF, assim como das demais Universidades e Instituições de Ensino Superior em todo o País, a participarem da 13ª Edição do Encontro Brasileiro de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais (EBERI XIII), a ser realizado na cidade de Niterói, Campus Gragoatá, no período de 26, 27 e 29 de outubro de 2026.
1. Principais atividades do EBERI
1.1 Conferências
1.2 Mesas Redondas
1.3 Grupos de Trabalho
O EBERI XIII apresenta como uma de suas principais atividades a oportunidade de apresentações de Comunicações de Pesquisas, em desenvolvimento ou encerradas, em variadas áreas de estudos no formato de Grupos de Trabalho (GT). As propostas de trabalho deverão atender aos assuntos registrados nos 16 (dezesseis) GT´s abaixo relacionados. Destaca-se que teremos sessões distintas para pós-graduados (Doutores, Doutorandos, Mestres e Mestrandos) e para Graduados e Graduandos.
GT1 – Geopolítica – Prof. Dr. André Varella
Este GT aceitará trabalhos que discutam temas sobre Geopolítica Clássica, Geopolítica do Brasil e as novas abordagens sobre o tema, como a Geopolítica Crítica. Àqueles que se interessam pela Geopolítica Clássica, apoiando-se nos autores como Halford-Mackinder, Alfred T. Mahan, Nicholas Spykman e Zbigniew Brzezinski daremos preferência aos que vincularem os seus trabalhos a política externa dos EUA, Rússia e China e suas ações no sistema internacional. Em relação aos trabalhos que se apoiarão nos pensadores da Geopolítica do Brasil, como Mário Travassos, Eduardo Backheuser, Meira Mattos, Golbery do Couto e Silva, Wanderley Messias da Costa e André Roberto Martins , deverão versar sobre o papel do Brasil no entorno estratégico - América do Sul e África - e sobre as estratégias de defesa para o século XXI. Serão também bem vindos discussões que apresentem abordagens contemporâneas como a Geopolítica crítica, assim como a ascensão da China e as consequências no ordenamento da estrutura do sistema político internacional, com especial referência ao caso brasileiro.
GT2 - Base Industrial e Ciência & Tecnologia de Defesa – Prof. Dr. Marcio Rocha
Analisar trabalhos relacionados à Base Industrial de Defesa (BID), Base Logística de Defesa (BLD), Complexo Industrial Militar, Políticas Industriais e de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) para as indústrias de Defesa, além das questões relativas à globalização das Indústrias de Defesa, explorando a estreita vinculação desse setor com política doméstica, regional e internacional.
GT3 – Cultura, Estudos Estratégicos e Relações Internacionais – Prof. Dr. Marcio Malta
A proposta do grupo de trabalho visa contemplar pesquisas que versem sobre o fenômeno da Cultura e sua relação com o campo dos Estudos Estratégicos e a área de Relações Internacionais. O objetivo é contemplar investigações que versem de maneira ampla com a temática e explorem as múltiplas dimensões da questão, tais como manifestações artísticas,valores nacionais, humor e as respectivas relações com questões como a diplomacia, guerra, conflitos e estratégia.O Grupo de Trabalho analisa o papel da cultura como variável analítica e instrumento de poder nas relações internacionais e nos estudos estratégicos como um local privilegiado de análise.
GT4 – Teoria dos Estudos Estratégicos - Prof. Dr. Thomas Heye
A Teoria dos Estudos Estratégicos tem como proposta examinar os conceitos e os processos básicos referentes à teoria política quando voltada para as questões relativas à guerra, a paz, ao papel da força nos cenários nacional e internacional, sobretudo em questões pertinentes à defesa e à segurança no plano mundial.
GT5 - História Militar e Estudos Estratégicos – Prof. Dr. Vagner Camilo Alves e Prof. Dr. Fernando da Silva Rodrigues (UNIVERSO)
Considerando que a história militar atravessa período de ativa revisão de suas fontes, metodologias e questões, o GT está aberto para as pesquisas com enfoque na história social da guerra, nas memórias, nas respostas de estadistas, nas relações entre civis e militares, aos variados tipos conflitos que envolvem as Forças Armadas, a história da guerra e da paz, entre outras questões.
GT6 – Relações Civil-militares no Brasil contemporâneo – Prof. Dr. Eduardo Heleno
Discussão da relação civil-militar no Brasil a partir de 1988, ano de promulgação da Constituição. As contribuições devem apresentar análises teóricas e empíricas que tenham como variável principal o controle civil. Entende-se por controle civil a capacidade política (da polis) de requerer obediência e lealdade das Forças Armadas às instituições republicanas. As categorias de controle privilegiadas compreendem a profissionalização, a cultura política (funcionamento institucional legítimo e legal) e o entendimento corporativo das Forças Armadas.
GT7 – Economia Política das Relações Internacionais – Prof. Dr. Fernando Roberto de Freitas Almeida
Analisar trabalhos referentes à temática das relações contemporâneas entre Estados e mercados. Confere especial atenção à emergência de novos atores relevantes no sistema internacional, como os países que se beneficiaram da ascensão da China ao posto de segunda maior economia mundial, às tensões que surgem desse processo, aos novos grupos e blocos de países, às disputas entre empresas transnacionais por novos mercados e à situação das organizações multilaterais no contexto das relações internacionais e estratégicas.
GT8 – Política Externa e Política de Defesa no Brasil – Prof. Dr. Renato Petrocchi
A política externa do Brasil Império. A política externa do Brasil republicano. Rio Branco e a construção da moderna diplomacia brasileira. O paradigma americanista na Velha República. Traços gerais da política externa durante o Governo Vargas (1930−45). O Itamaraty e seu papel como ator nas relações internacionais brasileiras. A Política Externa Independente. Redemocratização e novos atores na política externa. Crise do modelo desenvolvimentista nacional e seus reflexos na política externa. A inserção internacional do Brasil no Pós-Guerra Fria.
GT9 – Operações de Paz e Relações Internacionais – Prof. Dr. João Rafael Gualberto de Souza Morais
O papel das Operações de Paz nas Relações Internacionais. As Operações de Paz e as respostas aos desafios e crises internacionais. As Operações de Paz, a cooperação e o desempenho dos Atores e Organizações Internacionais. A cooperação e a resolução pacífica de conflitos entre as nações. A questão da segurança e o bem-estar das populações envolvidas em conflitos e guerras. A diplomacia, a negociação e a mediação de conflitos. A análise de políticas públicas e estratégias de atuação de Operações de Paz no cenário internacional.
GT10 – Gênero nas Relações Internacionais e nos Estudo Estratégicos – Profª Drª Erika Kubik
A Teoria feminista e as Relações Internacionais. O Gênero e a Questão do Poder nas Relações
Internacionais. O papel do Gênero nos Estudos Estratégicos e na Defesa.
GT11 – Conflitos armados no mundo contemporâneo – Prof. Dr. Fabrício Teixeira Neves
Seja nas tensões e conflitos envolvendo Ucrânia e Rússia, Israel e Hamas, Irã e Israel, China e Taiwan ou nos ataques promovidos pelos Houthis no Mar Vermelho, a combinação entre mísseis, foguetes e drones tem se apresentado como uma questão recorrente nas guerras contemporâneas. Ademais, tal movimento vem sendo acompanhado pelas potências militares na forma de investimentos em sistemas de defesa antiaérea, antidrones e armas de energia dirigida. Nesse quadro, o objetivo deste GT é discutir e analisar o intenso uso de mísseis, foguetes e drones nos conflitos recentes, incluindo interlocuções com a indústria de defesa e possíveis repercussões para os projetos militares considerados estratégicos no Brasil.
GT12 – Poder Marítimo – Prof. Dr. William Moreira (PPGEM-EGN)
1.4 Mini curso - Em breve!
A Era da Catástrofe - Uma Breve História das Guerras Mundiais - Prof. Dr. João Rafael G. S. Morais
Direito Internacional dos Conflitos Armados - Prof. Dr. Erika Kubik
Planejamento Espacial Marítimo - Prof. Dr. Alexandre Violante
2 – CHAMADAS DE TRABALHOS E INSCRIÇÕES
2.1 – DA SELEÇÃO DAS PROPOSTAS
1) Os proponentes devem observar a data limite para o envio das propostas de comunicações.
2) Serão selecionadas um máximo de 07 (sete) propostas de Comunicações para cada GT.
3) Em função do número de propostas, um GT poderá ser desdobrado em duas ou mais sessões.
4) O proponente de Comunicação deverá apresentar, inicialmente, um resumo que mostre o objetivo do trabalho e sua relevância para a temática do Encontro.
5) A proposta de comunicação deve, ainda, contemplar as seguintes informações:
a) Título do trabalho
b) Identificação do(s) autor(es): nome completo, vínculo institucional e e-mail.
c) Entre 03 (três) e, no máximo, 05 (cinco) palavras-chave.
d) Resumo da proposta de trabalho com, no máximo, 150 palavras.
e) Indicação de dois GT's em ordem para a apresentação.
6) Cada proponente poderá apresentar apenas uma única proposta de Comunicação, admitindo apenas um único coautor. A seleção final das propostas dependerá da disponibilidade de vagas no GT escolhido.
7) De acordo com as necessidades de adequações dos GT’s, a Coordenação do EBERI XIII poderá orientar que determinada comunicação seja realocada para outro GT.
8) A proposta de comunicação deverá ser submetida pelo site do EBERI XII, com o envio de cópia para o e-mail eberi2026.submissoes@gmail.com
3.2 - ORIENTAÇÃO PARA O ENVIO DA COMUNICAÇÃO COMPLETA.
1) O proponente que tiver a proposta aprovada deverá enviar o texto completo para o email eberi2026.submissoes@gmail.com, de acordo com a orientação abaixo.
2) O autor deverá enviar uma cópia editável (no formato Word.doc ou Word.docx), de modo a permitir as alterações necessárias para a inclusão nos Anais do EBERI XIII.
3) A comunicação deverá conter de 10 a 12 páginas, incluindo as referências bibliográficas, que devem ficar restritas àquelas citadas no texto, além da observância às normas da ABNT.
4) O texto deverá ser escrito em fonte Arial, tamanho 12, com espaçamento de 1,5, alinhamento
justificado e margens com 2,5cm.
5) O título do trabalho deverá estar centralizado, em maiúsculas e negrito. Abaixo do título do trabalho, na segunda linha, no lado direito, deverá constar o nome completo do autor. Após o nome do autor, deverá constar seu vínculo institucional entre parênteses.
6) Antecedendo a redação do trabalho deverá constar o resumo, apresentado em um único parágrafo, com até 150 palavras, em espaço simples, sem recuo no parágrafo e com as palavras-chave ao seu final (três a cinco palavras-chave, separadas por vírgulas).
7) Ao enviar o trabalho, o proponente deverá identificá-lo conforme a seguinte orientação: Nome_Sobrenome_EBERI2026_GTxx_Título.